Como é feito um carro alegórico?

Ele é encarregado de representar o enredo, além de separar as alas que compõem a escola. Peça fundamental dos desfiles em São Paulo e Rio de Janeiro, o carro alegórico impacta o público por sua exuberância e grandeza e as escolas de samba investem todos os recursos possíveis e impossíveis para trazer à avenida verdadeiras obras de arte, abrilhantando ainda mais a folia de carnaval.

Mas, você já parou para pensar como são montados esses carros? Se você sempre teve essa curiosidade mas nunca obteve resposta, confira abaixo como se dá o processo de estruturação e montagem de um carro alegórico.

Mãos à obra

(Imagem retirada do site G1 / Foto: Mariana de Ávila/ G1 SC)
(Foto: Mariana de Ávila/ G1 SC – conteúdo extraído do site G1)

A base de um carro alegórico é feita a partir de um chassi de caminhão ou ônibus. Uma equipe é destinada para trabalhar exclusivamente na expansão da estrutura – em média, o chassi ganha 50% em largura e comprimento. Assim que o processo estrutural é finalizado, o carro é coberto por placas de madeira que garantirão a base para toda a produção que está por vir. Nessa fase, o que até então era uma ideia passa a se tornar realidade.

Uma curiosidade: No Rio de Janeiro, os carros costumam ser motorizados. Já em São Paulo, a movimentação fica por conta dos “merendas”, integrantes das escolas ou pessoas contratadas para empurrar o carro durante todo o período do desfile.

Com a estrutura pronta, o carro passa para a etapa da criação. As esculturas são moldadas à base de isopor e fibra de vidro, materiais que possibilitam um bom acabamento sem impactar muito no peso do carro (em média, um carro alegórico pesa 10 toneladas). Essa preocupação é muito válida, já que o chassi aguenta até determinado peso e, ultrapassá-lo pode gerar problemas na locomoção do carro.

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Foto: Apu Gomes/Folhapress

A equipe artística é a responsável pelos acabamentos e pinturas especiais (aqui, brilho em excesso não faz mal). Além disso, é instalado o sistema de iluminação e pirotecnia, controlados por computadores e programados de acordo com a ideia do desfile. Na avenida, o efeito de todos esses recursos é um verdadeiro encanto aos olhos!

Engana-se quem pensa que o carro alegórico chega prontinho para o desfile! As escolas se encarregam de levar montado somente o esqueleto do carro e algumas esculturas. As demais partes consideradas “frágeis” são colocadas somente na “concentração”. Isso evita possíveis transtornos e acidentes durante o trajeto.

Partiu, folia!

Depois de meses de planejamento e execução, chegou a hora de colocar o carro alegórico para funcionar. As escolas ficam tensas para que não haja nenhum problema e, ao final do desfile, comemoram muito o encerramento de mais um ciclo. E os carros? Bem, eles ficarão guardados nos barracões esperando os preparativos do próximo carnaval para enfim serem estruturados, montados, incrementados e expostos para milhares de olhos curiosos no sambódromo, que os aguardam ansiosamente.

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